OS GRIÔS

Mestre Baptista
O pelotense Neives Meirelles Batista, é carnavalesco, Luthier de instrumentos percursivos e mestre griô. Responsável, junto com músico Giba-Giba, pela revitalização do instrumento, foi figura importante do projeto. Sua atividades como mestre griô são desenvolvidas durante as oficinas ministradas em três locais da cidade - nas escola Dunas e Alcides de Mendonça Lima e no Instituto de Menores – Mestre Baptista transmite seus conhecimentos sobre a cultura afro, ao mesmo tempo em que realiza oficinas de percussão, com ensinamentos sobre a fabricação e o manuseio de instrumentos musicais de origem africana. “As crianças gostam bastante.” Outro trabalho é o samba de roda, que resgata músicas antigas que eram cantadas na senzala e outras que foram passadas de família. Também foi Comissário de Menores, durante sete anos, na época em que ainda não existia o Conselho Tutelar. Na atividade, Batista tinha a responsabilidade de prezar pela segurança das crianças. Essa ligação já lhe permitiu a participação em outros projetos, como o Beija-Flor da Brigada Militar. Na atividade, Batista ensinava menores infratores a tocar instrumentos. Mestre Baptista é figura importante do Carnaval de Pelotas, tendo atuado em várias funções, como ritmista, ensaiador e mestre de baterias em escolas de samba e blocos como Estação 1ª do Areal, Academia do Samba, Imperatriz da Zona Norte e General Telles. Como maneira de aprimorar seus conhecimentos na música o mestre fez um curso de dois anos de violão clássico e popular, no Conservatório de Música da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Mestre Giba Giba
Gilberto Nascimento, músico e mestres griô pelotense, foi idealizador do projeto CABOBU, principal difusor do Sopapo e responsável pelo início do resgate do sopapo no ano de 2001. é um grande nome da música e da cultura afro-brasileira, um percussionista consagrado no País. Foi um dos fundadores e primeiro presidente da Praiana, a primeira escola de samba de Porto Alegre, nos anos 60. Criou e participou de festivais de música, foi conselheiro de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul.

Mestre Paraqueda
Eugênio da Silva Alencar, conhecido como Mestre Paraqueda, de 76 anos, é músico, compositor, poeta, desenhista, um contador de histórias. Vivenciou os chamados territórios negros em Porto Alegre: nasceu na região de Alto da Bronze, morou no Areal da Baronesa, no Menino Deus, dentre outras regiões da cidade que concentraram os descendentes de africanos. A ligação com o samba veio através da família, que costumava tocar e cantar em festas, nos finais de semana. Começou a compor por volta dos oito anos, na metade da década de 1940. Seu apelido veio de quando serviu ao Exército como para-quedista. Foi assim que conheceu o Rio de Janeiro e lá conviveu com o cotidiano da Escola de Samba Portela. Participou também dos ranchos da Unidos da Vila Valqueire. Sua relação com o carnaval é muito forte. Compôs mais de 60 temas, sendo que 40 viraram sambas enredos de diferentes escolas de Porto Alegre. Fundou diversas sociedades carnavalescas da cidade como o Comandos do Morro, o Sambão, o Samba Puro, Unidos da Conceição, dentre outras. Como desenhista, construiu diversas alegorias para estas sociedades e escolas de samba. Gravou muitos sambas enredos dos carnavais de Porto Alegre e teve outras músicas gravadas por outros intérpretes. Uma destas, chamada “É morro, é favela, é gueto, é quilombo” foi censurada pela ditadura militar. Sua trajetória é marcada pela resistência das culturas populares, da negritude do pampa, municiada pela música e poesia.

Mestre Paulo Romeu
É músico, compositor e educador popular. Nasceu no Areal da Baronesa, antigo território negro do hoje conhecido bairro Cidade Baixa. Foi incentivado para a música e a composição desde cedo por seu pai, Paulo Santos Deodoro, também músico. Paulo Santos tocou com muitos músicos da cena de Porto Alegre, como Lupicínio Rodrigues que morava perto do Areal, e acabou levando seu filho Paulo Romeu para as rodas de samba, de seresta, de cantoria. Deste tipo de contato, que Paulo Romeu herdou a paixão pela música e composição. No início da década de 1970, fundou o grupo Afrosul, que misturava música e dança com a temática da negritude. O grupo, que deu origem a instituição Odomode, foi um dos que, junto com o Movimento Negro, se envolveram na proposta da afirmação do Dia da Consciência Negra, provocado pelas vozes dos negros do sul e reconhecido hoje em todo o país. Foi mestre de bateria por muitos anos e participou de vários carnavais. Sua primeira regência se deu aos 14 anos no bloco da Sociedade Israelita. Gravou com diversos grupos e músicos, como: Pau Brasil, Bedeu, Luiz Vagner, Heraldo Dumonte, Maestro Sergio Lemke, Pantera do Trombone, dentre outros. As culturas populares de matriz africana são o mote de suas composições, perpassadas por outros temas que são inseparáveis e que se completam, como o amor, a espiritualidade, a sociedade e suas desigualdades. Hoje ainda ministra oficinas de percussão, que aliam a música à inclusão social, onde os tambores fabricam novas canções de vida.

Mestre Chico
Francisco Paulo Jorge Pinto, natural da cidade de Pelotas/RS, nascido á 13 de Dezembro de 1953.Teve sua iniciação cultural aos sei anos (06) de idade dentro de um centro de umbanda Arranca Toco, onde chegou ao cargo Cambondo. Aos vinte cinco ( 25) anos na religião de matriz africana onde ainda permanece. Na arte Capoeira teve como Mestres em seu inicio Mestre Jorge Gradim e Antônio Mota ambos da cidade d e Pelotas/RS que o iniciaram aos oito (08) anos. Aos doze (12) anos começou a praticar a percussão e canto de Samba de Roda e Dança. Aos vinte um (21) anos desfilou pela primeira vez como Mestre Sala na Escola de Samba Academia do Samba da cidade de Pelotas. Quando completou vinte cinco (25) anos iniciou aos conhecimentos da linguá Yorubá, hoje é um grande pesquisador do tema e seus conhecimentos tem servido de referencia em vários centros Acadêmicos de Educação pelo Brasil. Ainda muito jovem começou a contar historias Africanas e Afro-brasileiras hoje indo em muitas escolas contar suas historias. Aos 33 anos foi para Bahia conhecer os mestres João Pequeno, Mestre Cobrinha Mansa, Boca, Metres Papo Amarelo, Mestre Rica, Mestre Curió. Nos terreiros foi Casa de Preta e conviveu muito tempo com Mestre Zé das ervas na baixa do Sapateiro. No ano de 2001 vez sua primeira visita a uma comunidade Quilombola rural e de lá pra cá nunca mais parou de pesquisar estas comunidades na areá do artesanato, tem grande conhecimento para artesões quilombolas homens e mulheres muito solicitado por estes. No movimenta em defesa dos direitos dos Negros tem grande atuação desde de menino. Fundador do movimento Negro de Pelotas cidade de nascimento com Hamilton Lara e demais companheiros, Mestres chico fundou também o o conselho municipal do Negro de peotas. Hoje é Mestre da Rede Mocambos e padrinho cultural do Ponto de Cultura GHC (Grupo Hospitalar Conceição).

2 comentários:

  1. Muito bom o espaço para pesquisa. Seria importante, que fosse atualizado. Fraterno abraço, Maria Ester do Nascimento.

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  2. kkk discula mas ainda vou ver na escola se a pessora gosta'!♫♪

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